quarta-feira, 23 de março de 2011

Março de 2005, primeiro ano! 6 meses de gestação.

Meu principal stress em fazer faculdade grávida era na verdade o que eu iria  fazer depois que o bebê nascesse. Eu só pensava nisso. O Guto, meu marido na época, sempre pé no chão e tentando me acalmar, com a história de"um dia de cada vez".
Quando fui pro primeiro dia de aula eu levitava pelos corredores da faculdade. Não acreditava que estava lá. Achava que a qualquer momento alguem ía me dizer que minha aprovação foi um engano e que eu tinha que ir embora.
Qual não foi minha surpresa, quando a presidente do Centro Acadêmico, mostrando as dependencia do Campus, me aponta e diz: "Ali fica a creche e alunas podem deixar seus filhos lá". Foi lindo. Eu poderia fazer o curso, passar o dia todo lá, com meu bebê perto de mim. Assunto resolvido!
Até então eu estava indo e voltando de Campinas para Piracicaba todos os dias de ônibus. Acordava 05:15 da manhã, pegava o ônibus das 06:00 e Chegava em Piracicaba as 07:00 e pegava um ônibus urbano pra faculdade.
Mas a barriga foi crescendo e as minhas pernas inchavam e doíam muito, então precisei procurar um lugar em Piracicaba pra passar a semana. Uma república, porque pensionato era e ainda é um absurdo de caro. Mas quem disse que alguem queria dar teto a uma grávida? Adolescentes, colegas de classe de 18, 19 anos e eu com 28. Achavam que seu eu espirrasse meu bebê ía nascer.
Mas um anjo, chamado Irene, me deu abrigo. Não só abrigo, mas sua própria cama. Dormia na sala num sofá cama. Minha irmãnzinha querida.

E em junho de 2005, última semana de aula, faltavam 03 provas pra acabar o semestre e dia 27/06, Amandinha nasceu. A Bixetinha mais nova da T49 da FOP-Unicamp.

0 comentários:

Postar um comentário